concordata
Do latim concordata, plural neutro de concordatum, particípio passado de concordare, 'estar de acordo'.↗ fonte
Origem
Do latim 'concordata', particípio passado feminino de 'concordare' (estar de acordo, harmonizar), derivado de 'cor, cordis' (coração).
Mudanças de sentido
O sentido principal de 'acordo' ou 'convenção' permaneceu estável, mas seu uso se especializou em contextos diplomáticos (entre Santa Sé e Estados) e jurídicos (acordos para evitar litígios).
A palavra manteve sua essência de 'acordo harmonioso', mas sua aplicação se restringiu a âmbitos formais e de alta relevância política e religiosa, como os acordos entre o Vaticano e nações. O uso em acordos judiciais para evitar litígios também reforça o caráter formal e resolutivo do termo.
Primeiro registro
Registros em documentos legais e eclesiásticos da época indicam o uso da palavra com seu sentido de acordo formal, especialmente em transações e tratados.
Momentos culturais
A assinatura de concordatas entre a Santa Sé e diversos países europeus e latino-americanos marcou períodos de intensa atividade diplomática e debates políticos, frequentemente refletidos na imprensa e em discussões acadêmicas da época.
Comparações culturais
Inglês: 'Concordat' (termo similar, usado principalmente para acordos com a Santa Sé). Espanhol: 'Concordato' (termo idêntico em significado e uso, também referindo-se a acordos com a Santa Sé e acordos judiciais). Francês: 'Concordat' (usado de forma semelhante, com destaque para o 'Concordat de 1801' entre Napoleão e o Papa Pio VII).
Relevância atual
A palavra 'concordata' mantém sua relevância em discussões sobre relações Estado-Igreja e em contextos jurídicos que envolvem acordos formais para resolução de conflitos. Embora não seja uma palavra de uso cotidiano, sua precisão em definir um tipo específico de acordo garante sua permanência no vocabulário formal.
Origem Etimológica
Deriva do latim 'concordata', particípio passado feminino de 'concordare', que significa 'estar de acordo', 'harmonizar'. A raiz remonta a 'cor', 'cordis' (coração), sugerindo uma união de corações ou vontades.
Entrada e Uso Inicial no Português
A palavra 'concordata' foi incorporada ao vocabulário português, mantendo seu sentido de acordo ou tratado, especialmente em contextos formais e diplomáticos. Seu uso se consolidou em documentos legais e eclesiásticos.
Consolidação Jurídica e Eclesiástica
O termo 'concordata' ganhou proeminência no âmbito jurídico e eclesiástico, referindo-se a acordos formais entre a Santa Sé e Estados soberanos, ou a acordos judiciais para evitar litígios. A definição fornecida ('Acordo ou convenção, especialmente entre a Santa Sé e um Estado; acordo judicial para evitar litígio.') reflete este uso consolidado.
Uso Contemporâneo
Atualmente, 'concordata' mantém seu significado principal em contextos diplomáticos e legais, especialmente em referência a acordos com a Igreja Católica. Em um sentido mais amplo e menos comum, pode ser usada para descrever qualquer acordo formal que visa resolver disputas ou estabelecer termos de cooperação.
Do latim concordata, plural neutro de concordatum, particípio passado de concordare, 'estar de acordo'.