condolemo-nos
Do latim 'condolere', composto de 'con-' (junto) e 'dolere' (doer, sofrer).
Origem
Deriva do latim tardio 'condolere', composto por 'con-' (junto, com) e 'dolere' (doer, sofrer). O sentido original é 'sofrer junto', 'sentir dor em comum'.
Mudanças de sentido
O sentido primário de 'sentir dor em comum' ou 'sofrer junto' é mantido. A palavra carrega um peso emocional de empatia profunda e compartilhamento do sofrimento.
O verbo e suas conjugações, como 'condolermo-nos', começam a ser percebidos como excessivamente formais e menos diretos. Expressões mais simples e cotidianas ganham preferência, levando ao declínio do uso da palavra.
A tendência geral da língua portuguesa, especialmente no Brasil, é a simplificação e a busca por termos mais acessíveis e imediatos na comunicação. 'Condolermo-nos' não acompanhou essa tendência, permanecendo restrita a um registro mais elevado.
Primeiro registro
Registros em textos latinos medievais e, posteriormente, em textos antigos em línguas românicas, incluindo o português arcaico. A forma específica 'condolermo-nos' como primeira pessoa do plural do presente do indicativo é uma conjugação que se estabelece com a evolução da gramática portuguesa.
Momentos culturais
Presente em sermões religiosos e na literatura de cunho moralizante ou épico, onde a expressão de compaixão e solidariedade era valorizada em um registro formal.
A palavra torna-se cada vez mais rara na literatura e na mídia, sendo vista como um vestígio de uma linguagem mais antiga e rebuscada.
Vida emocional
Associada a um sentimento profundo de empatia, dor compartilhada e solidariedade genuína. Carrega um peso emocional de compaixão sincera e sofrimento mútuo.
A palavra, quando encontrada, pode evocar um sentimento de formalidade, solenidade e, por vezes, distanciamento, devido à sua raridade e ao seu caráter arcaico. O peso emocional original de empatia profunda é frequentemente substituído pela percepção de um registro linguístico elevado.
Comparações culturais
Inglês: 'to condole' (verbo) e 'condolences' (substantivo) ainda são usados, especialmente em contextos formais de luto ('My condolences'). Espanhol: 'condolerse' (verbo reflexivo) é mais comum que em português, mas também tende a ser formal ou literário, com 'dar el pésame' sendo mais usual. Francês: 'se` condoléer' é arcaico, substituído por 'compatir', 'plaindre', 'exprimer ses condoléances'. Italiano: 'condolersi' é usado, mas também com tendência a ser formal, com 'esprimere le condoglianze' sendo mais frequente.
Relevância atual
A forma 'condolermo-nos' possui relevância quase nula no uso cotidiano do português brasileiro. Sua presença é restrita a estudos linguísticos, textos históricos ou literários que resgatam vocabulário arcaico. A comunicação moderna prefere termos mais diretos e acessíveis para expressar compaixão e solidariedade.
Origem Latina e Formação
Século XIII - O verbo 'condoler' (latim tardio 'condolere', de 'con-' (junto) + 'dolere' (doer, sofrer)) surge em línguas românicas. Em português, a forma 'condoler' ou 'condolir' aparece em textos antigos, com o sentido de sofrer junto, sentir dor em comum.
Uso Arcaico e Formal
Séculos XIV a XVIII - A palavra 'condolermo-nos' (primeira pessoa do plural do presente do indicativo do verbo 'condolermo-nos') é utilizada em contextos literários e religiosos, expressando solidariedade e compaixão em momentos de luto ou sofrimento. O uso é restrito a uma linguagem mais culta e formal.
Declínio e Substituição
Séculos XIX e XX - O verbo 'condolermo-nos' e suas variações começam a cair em desuso no português brasileiro, sendo gradualmente substituídos por expressões mais diretas e comuns como 'sentir muito', 'lamentar', 'solidarizar-se' ou 'dar os pêsames'.
Uso Contemporâneo Residual
Atualidade - A forma 'condolermo-nos' é raramente utilizada no português brasileiro contemporâneo, soando arcaica e excessivamente formal. Seu uso é praticamente inexistente na comunicação cotidiana, mas pode ser encontrada em textos históricos, literários ou em contextos que buscam intencionalmente um tom solene e erudito.
Do latim 'condolere', composto de 'con-' (junto) e 'dolere' (doer, sofrer).