Palavras

condolemo-nos

Do latim 'condolere', composto de 'con-' (junto) e 'dolere' (doer, sofrer).

Origem

Latim Tardio

Deriva do latim tardio 'condolere', composto por 'con-' (junto, com) e 'dolere' (doer, sofrer). O sentido original é 'sofrer junto', 'sentir dor em comum'.

Mudanças de sentido

Latim Tardio - Idade Média

O sentido primário de 'sentir dor em comum' ou 'sofrer junto' é mantido. A palavra carrega um peso emocional de empatia profunda e compartilhamento do sofrimento.

Séculos XIX - XX

O verbo e suas conjugações, como 'condolermo-nos', começam a ser percebidos como excessivamente formais e menos diretos. Expressões mais simples e cotidianas ganham preferência, levando ao declínio do uso da palavra.

A tendência geral da língua portuguesa, especialmente no Brasil, é a simplificação e a busca por termos mais acessíveis e imediatos na comunicação. 'Condolermo-nos' não acompanhou essa tendência, permanecendo restrita a um registro mais elevado.

Primeiro registro

Século XIII

Registros em textos latinos medievais e, posteriormente, em textos antigos em línguas românicas, incluindo o português arcaico. A forma específica 'condolermo-nos' como primeira pessoa do plural do presente do indicativo é uma conjugação que se estabelece com a evolução da gramática portuguesa.

Momentos culturais

Período Colonial e Imperial

Presente em sermões religiosos e na literatura de cunho moralizante ou épico, onde a expressão de compaixão e solidariedade era valorizada em um registro formal.

Século XX

A palavra torna-se cada vez mais rara na literatura e na mídia, sendo vista como um vestígio de uma linguagem mais antiga e rebuscada.

Vida emocional

Origem - Século XVIII

Associada a um sentimento profundo de empatia, dor compartilhada e solidariedade genuína. Carrega um peso emocional de compaixão sincera e sofrimento mútuo.

Séculos XIX - Atualidade

A palavra, quando encontrada, pode evocar um sentimento de formalidade, solenidade e, por vezes, distanciamento, devido à sua raridade e ao seu caráter arcaico. O peso emocional original de empatia profunda é frequentemente substituído pela percepção de um registro linguístico elevado.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'to condole' (verbo) e 'condolences' (substantivo) ainda são usados, especialmente em contextos formais de luto ('My condolences'). Espanhol: 'condolerse' (verbo reflexivo) é mais comum que em português, mas também tende a ser formal ou literário, com 'dar el pésame' sendo mais usual. Francês: 'se` condoléer' é arcaico, substituído por 'compatir', 'plaindre', 'exprimer ses condoléances'. Italiano: 'condolersi' é usado, mas também com tendência a ser formal, com 'esprimere le condoglianze' sendo mais frequente.

Relevância atual

Atualidade

A forma 'condolermo-nos' possui relevância quase nula no uso cotidiano do português brasileiro. Sua presença é restrita a estudos linguísticos, textos históricos ou literários que resgatam vocabulário arcaico. A comunicação moderna prefere termos mais diretos e acessíveis para expressar compaixão e solidariedade.

Origem Latina e Formação

Século XIII - O verbo 'condoler' (latim tardio 'condolere', de 'con-' (junto) + 'dolere' (doer, sofrer)) surge em línguas românicas. Em português, a forma 'condoler' ou 'condolir' aparece em textos antigos, com o sentido de sofrer junto, sentir dor em comum.

Uso Arcaico e Formal

Séculos XIV a XVIII - A palavra 'condolermo-nos' (primeira pessoa do plural do presente do indicativo do verbo 'condolermo-nos') é utilizada em contextos literários e religiosos, expressando solidariedade e compaixão em momentos de luto ou sofrimento. O uso é restrito a uma linguagem mais culta e formal.

Declínio e Substituição

Séculos XIX e XX - O verbo 'condolermo-nos' e suas variações começam a cair em desuso no português brasileiro, sendo gradualmente substituídos por expressões mais diretas e comuns como 'sentir muito', 'lamentar', 'solidarizar-se' ou 'dar os pêsames'.

Uso Contemporâneo Residual

Atualidade - A forma 'condolermo-nos' é raramente utilizada no português brasileiro contemporâneo, soando arcaica e excessivamente formal. Seu uso é praticamente inexistente na comunicação cotidiana, mas pode ser encontrada em textos históricos, literários ou em contextos que buscam intencionalmente um tom solene e erudito.

condolemo-nos

Do latim 'condolere', composto de 'con-' (junto) e 'dolere' (doer, sofrer).

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