Palavras

corar-se

Derivado do latim 'colorare', com o pronome 'se'.

Origem

Latim

Do latim 'corare', que significa 'dar cor', 'enrubescer'. Relacionado à palavra 'cor' (latim 'cor, cordis', coração, e também cor, coris, corante).

Mudanças de sentido

Idade Média - Período Moderno

Principalmente associado ao rubor facial por emoções como vergonha, timidez, raiva ou afeto. O sentido de 'envergonhar-se' é proeminente.

Séculos XIX-XXI

Expansão para incluir o rubor causado por exposição ao sol ou como indicativo de boa saúde. O sentido emocional de constrangimento ou timidez permanece forte.

A forma reflexiva 'corar-se' enfatiza a ação sobre si mesmo, o reflexo de uma emoção ou condição física que se manifesta visivelmente no corpo.

Primeiro registro

Século XIII

Registros em textos antigos da língua portuguesa já utilizam o verbo 'corar' com o sentido de adquirir cor, incluindo o rubor facial. A forma reflexiva 'corar-se' aparece em textos posteriores, consolidando o uso.

Momentos culturais

Literatura Clássica e Romântica

Frequentemente empregado em descrições de personagens em momentos de forte carga emocional, como em romances de autores como Machado de Assis ou José de Alencar, onde o rubor é um sinal visível de sentimentos ocultos ou intensos.

Música Popular Brasileira

Aparece em letras de canções para evocar sentimentos de paixão, timidez ou constrangimento, como em sambas e bossa nova.

Vida emocional

Fortemente associada a emoções como vergonha, constrangimento, timidez, mas também a afeto e paixão. O ato de 'corar-se' é visto como uma manifestação involuntária e, por vezes, incontrolável de sentimentos.

O rubor pode ser interpretado como um sinal de vulnerabilidade ou sinceridade emocional.

Representações

Novelas e Filmes

Cenas de personagens que 'coram' são recursos visuais comuns para indicar sentimentos de amor, vergonha ou culpa, muitas vezes realçadas pela atuação e pela iluminação.

Comparações culturais

Inglês: 'to blush' (ruborizar-se, envergonhar-se), 'to redden' (tornar-se vermelho). Espanhol: 'sonrojarse' (ruborizar-se, envergonhar-se), 'enrojecer' (tornar-se vermelho). Francês: 'rougir'. Italiano: 'arrossire'.

Relevância atual

A palavra 'corar-se' mantém sua relevância no português brasileiro, especialmente em contextos literários, poéticos e em descrições de reações emocionais. O uso cotidiano para descrever o rubor facial por vergonha ou timidez é comum, embora termos como 'ficar vermelho' também sejam amplamente utilizados.

Em contextos mais técnicos ou médicos, pode-se referir a alterações na coloração da pele, mas o uso mais expressivo e comum é o ligado às emoções.

Origem Latina e Formação

Século XIII - Deriva do latim 'corare', que significa 'dar cor', 'enrubescer'. O verbo 'corar' em português antigo já possuía o sentido de adquirir cor, especialmente vermelha.

Evolução do Sentido e Uso

Séculos XIV-XVIII - O verbo 'corar' e sua forma reflexiva 'corar-se' são amplamente utilizados na literatura e no cotidiano para descrever o rubor facial causado por vergonha, timidez, raiva ou afeto. O sentido de 'envergonhar-se' ou 'sentir-se exposto' se consolida.

Uso Contemporâneo e Ressignificações

Séculos XIX-XXI - Mantém o sentido original de ruborizar-se, mas ganha nuances. Pode ser usado para descrever o efeito do sol na pele ('corar-se de sol') ou um estado de saúde ('corar-se de saúde'). Na atualidade, o uso mais comum ainda remete à emoção, especialmente a vergonha ou o constrangimento.

corar-se

Derivado do latim 'colorare', com o pronome 'se'.

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