Palavras

crucificarem

Do latim 'crucificare', de 'crux, crucis' (cruz) + 'facere' (fazer).

Origem

Antiguidade Clássica

Do latim 'crucifixus', particípio passado de 'crucifigere' (pregar na cruz), composto por 'crux' (cruz) e 'figere' (fixar, cravar).

Mudanças de sentido

Antiguidade/Idade Média

Sentido literal: submeter à crucificação, pena capital romana.

Idade Média em diante

Sentido figurado: torturar, afligir intensamente, causar grande sofrimento ou angústia.

O sentido figurado se desenvolveu a partir da conotação de sofrimento extremo associada à crucificação literal. Pode ser usado para descrever a dor emocional ou física intensa que um grupo de pessoas pode infligir ou sofrer.

Primeiro registro

Idade Média

Registros em textos religiosos e crônicas históricas em latim e, posteriormente, nas línguas românicas emergentes, incluindo o português.

Momentos culturais

Renascimento e Barroco

Frequente em representações artísticas e literárias da Paixão de Cristo, enfatizando o sofrimento e o sacrifício.

Século XX e XXI

Utilizado em obras literárias, filmes e músicas que abordam temas de martírio, injustiça social ou sofrimento coletivo.

Conflitos sociais

História do Cristianismo

A crucificação como método de execução e seu simbolismo religioso geraram debates teológicos e sociais ao longo dos séculos.

Uso figurado

A expressão 'crucificarem' em sentido figurado pode ser usada em contextos de linchamento moral ou condenação pública, refletindo dinâmicas de exclusão social.

Vida emocional

A palavra carrega um peso emocional significativo, associado a dor extrema, martírio, sacrifício e condenação. O uso figurado intensifica essa carga, evocando sentimentos de injustiça e sofrimento.

Representações

Cinema e Televisão

Frequentemente retratada em filmes bíblicos e dramas históricos. O ato de crucificar ou a ameaça de serem crucificados (figurativamente) aparecem em narrativas de opressão e resistência.

Comparações culturais

Inglês: 'to crucify' (literal e figurado). Espanhol: 'crucificar' (literal e figurado). O conceito de crucificação como pena e símbolo religioso é compartilhado em culturas cristãs. O uso figurado para descrever sofrimento intenso é comum em diversas línguas.

Relevância atual

A palavra 'crucificarem' mantém sua relevância em contextos religiosos e históricos. No uso figurado, continua a ser uma expressão forte para descrever sofrimento coletivo, perseguição ou condenação pública, especialmente em discussões sobre injustiça e vitimização.

Origem Etimológica

Deriva do latim 'crucifixus', particípio passado de 'crucifigere', que significa pregar na cruz. O verbo 'crucifigere' é formado por 'crux' (cruz) e 'figere' (fixar, cravar).

Entrada e Evolução no Português

A palavra 'crucificar' e suas formas derivadas, como 'crucificarem', foram incorporadas ao vocabulário português através do latim vulgar, com a disseminação do cristianismo. O uso se consolidou ao longo da Idade Média, mantendo seu sentido religioso primário.

Uso Contemporâneo

A forma 'crucificarem' é a terceira pessoa do plural do infinitivo flexionado do verbo crucificar. É utilizada em contextos religiosos, históricos e, figurativamente, para descrever sofrimento intenso, perseguição ou condenação pública. A palavra é formal e dicionarizada.

crucificarem

Do latim 'crucificare', de 'crux, crucis' (cruz) + 'facere' (fazer).

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