Palavras

de-maos-vazias

Formada pela preposição 'de', o substantivo 'mãos' (plural de 'mão') e o adjetivo 'vazias'.

Origem

Século XVI

Deriva da junção do advérbio 'de', do substantivo 'mãos' (latim 'manus') e do adjetivo 'vazias' (latim 'vacivus'). Literalmente, ausência de objetos nas mãos.

Mudanças de sentido

Séculos XVII-XIX

Sentido figurado: desprovido de recursos, sem posses, sem nada para oferecer ou receber. Associado à pobreza e desamparo.

Século XX-Atualidade

Mantém o sentido literal e figurado. Usado em contextos de negociação ('chegar de mãos vazias') e desilusão ('voltar de mãos vazias').

Primeiro registro

Século XVI

A locução adverbial 'de mãos vazias' já aparece em textos literários e administrativos da época, indicando o uso consolidado.

Momentos culturais

Século XIX

Presente em narrativas literárias que descrevem a condição de pobreza e a falta de oportunidades, como em romances naturalistas e regionalistas.

Século XX

Utilizada em letras de música popular e em diálogos de filmes e novelas para retratar personagens em situação de vulnerabilidade econômica ou social.

Conflitos sociais

Período Colonial - Atualidade

A expressão é frequentemente associada à desigualdade social, à falta de acesso a recursos e oportunidades, e às consequências da exploração econômica, onde muitos indivíduos ou grupos se encontram 'de mãos vazias' em contraste com aqueles que detêm o poder e a riqueza.

Vida emocional

Séculos XVII-XIX

Associada a sentimentos de impotência, frustração, tristeza e desamparo.

Século XX-Atualidade

Pode evocar compaixão, mas também crítica ou julgamento, dependendo do contexto. A ideia de 'voltar de mãos vazias' carrega um peso de fracasso ou decepção.

Vida digital

Atualidade

A expressão é usada em notícias, artigos de opinião e discussões em redes sociais sobre temas como desemprego, crise econômica e falta de acesso a direitos. Raramente aparece em memes ou viralizações, mantendo um tom mais sério e descritivo.

Representações

Século XX

Frequentemente usada em diálogos de novelas e filmes para caracterizar personagens pobres, desempregados ou que acabaram de perder tudo.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'empty-handed' (literalmente 'de mãos vazias'), com sentido similar de desprovido ou sem sucesso. Espanhol: 'con las manos vacías' (literalmente 'com as mãos vazias'), também com o mesmo sentido figurado. Francês: 'les mains vides' (literalmente 'as mãos vazias'), com significado equivalente.

Relevância atual

Atualidade

A expressão 'de mãos vazias' continua relevante para descrever situações de desprovimento material, fracasso em empreendimentos ou ausência de resultados concretos. É um termo que evoca a realidade de vulnerabilidade e a busca por recursos em um contexto socioeconômico desafiador.

Origem e Entrada no Português

Século XVI - A expressão 'de mãos vazias' surge como uma locução adverbial, derivada da junção do advérbio 'de' (indicando origem ou estado), do substantivo 'mãos' (plural de 'mão', do latim 'manus') e do adjetivo 'vazias' (plural de 'vazia', do latim 'vacivus', significando desocupado, livre). Inicialmente, referia-se literalmente à ausência de objetos nas mãos.

Evolução do Sentido Figurado

Séculos XVII-XIX - A locução começa a adquirir um sentido figurado, passando a significar desprovido de recursos, sem posses, sem nada para oferecer ou receber. É comum em contextos de pobreza, desamparo ou fracasso.

Uso Contemporâneo e Ressignificações

Século XX-Atualidade - Mantém o sentido literal e figurado de desprovido. No entanto, pode ser usada em contextos mais específicos, como em negociações ('chegar de mãos vazias') ou em situações de desilusão. A expressão 'voltar de mãos vazias' é recorrente.

de-maos-vazias

Formada pela preposição 'de', o substantivo 'mãos' (plural de 'mão') e o adjetivo 'vazias'.

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