Palavras

deixar-cego

Verbo 'deixar' (do latim 'laxare') + adjetivo 'cego' (do latim 'caecus').

Origem

Século XVI

Do latim 'caecus' (cego, escuro, oculto) + verbo 'deixar' (do latim 'de-laxare', soltar, afrouxar).

Mudanças de sentido

Século XVI

Sentido literal de privar da visão física.

Séculos XVII-XVIII

Início do uso figurado para descrever ignorância ou falta de percepção.

Século XIX-XX

Consolidação do sentido figurado: privação de clareza mental, raciocínio lógico ou consciência da realidade.

A expressão passa a ser utilizada para descrever estados de confusão mental, fanatismo, ou a incapacidade de ver a verdade, mesmo quando evidente.

Século XXI

Manutenção dos sentidos literal e figurado, com ênfase no figurado em contextos de desinformação e manipulação.

O sentido figurado é frequentemente associado a fenômenos como 'fake news', bolhas informacionais e manipulação midiática, onde as pessoas são 'deixadas cegas' para a realidade por fontes enviesadas ou falsas.

Primeiro registro

Século XVII

Registros em crônicas e literatura da época colonial, com o sentido literal e incipiente uso figurado. (Referência: corpus_literatura_colonial.txt)

Momentos culturais

Século XIX

Presente em obras literárias que exploram a cegueira física e a cegueira moral ou social, como em romances naturalistas. (Referência: corpus_literatura_realista.txt)

Século XX

Utilizada em discursos políticos e sociais para criticar a falta de visão ou a alienação de determinados grupos. (Referência: corpus_discursos_politicos.txt)

Século XXI

Frequente em debates sobre desinformação, teorias conspiratórias e polarização política, onde se argumenta que certos grupos são 'deixados cegos' por ideologias ou narrativas falsas.

Vida digital

Século XXI

A expressão é usada em memes e discussões online sobre notícias falsas e manipulação, como em 'me deixaram cego com essa notícia'.

Século XXI

Buscas relacionadas a 'como não ser deixado cego pela mídia' ou 'sinais de manipulação' são comuns em motores de busca.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'to blind' (literal e figurado). Espanhol: 'cegar' (literal e figurado). Francês: 'aveugler' (literal e figurado). Alemão: 'blind machen' (literal e figurado).

Relevância atual

Século XXI

A expressão 'deixar cego' mantém forte relevância no contexto da era da informação, sendo utilizada para descrever a vulnerabilidade humana à desinformação, à manipulação psicológica e à perda de discernimento em um mundo saturado de estímulos e narrativas conflitantes.

Origem Latina e Formação

Século XVI — Deriva do latim 'caecus', que significa cego, escuro, oculto. A junção com o verbo 'deixar' (do latim 'de-laxare', soltar, afrouxar) forma a locução verbal com sentido de privar da visão ou do discernimento.

Uso Literário e Colonial

Séculos XVII-XVIII — Presente em crônicas e relatos da época, com o sentido literal de cegueira física, mas também figurado, para descrever a ignorância ou a falta de percepção de personagens ou da sociedade.

Consolidação do Sentido Figurado

Século XIX-XX — O uso figurado se consolida e se expande, abrangendo a privação de clareza mental, de raciocínio lógico ou de consciência sobre a realidade. Torna-se comum em textos filosóficos, psicológicos e na literatura realista e naturalista.

Uso Contemporâneo e Digital

Século XXI — A expressão mantém seus sentidos literal e figurado, sendo amplamente utilizada na linguagem cotidiana, na mídia e nas redes sociais. O sentido figurado é frequentemente empregado em contextos de desinformação, manipulação ou em situações de forte impacto emocional que turvam o julgamento.

deixar-cego

Verbo 'deixar' (do latim 'laxare') + adjetivo 'cego' (do latim 'caecus').

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