Palavras

deixava-passar

Composição de 'deixar' (verbo) + 'passar' (verbo).

Origem

Século XVI

Composição do verbo 'deixar' (latim 'laxare') e do verbo/advérbio 'passar' (latim 'passare'). A locução verbal 'deixar passar' surge para indicar a permissão de trânsito ou prosseguimento.

Mudanças de sentido

Séculos XVII-XIX

O sentido evolui de permitir a passagem para a tolerância ou omissão diante de uma infração ou irregularidade.

Século XX - Atualidade

A forma 'deixava-passar' (pretérito imperfeito) passa a descrever um comportamento habitual de omissão ou conivência, com forte carga negativa em contextos de falha ética ou legal.

Em contextos de corrupção e impunidade, 'deixava-passar' evoca a imagem de um agente público ou privado que, por negligência, interesse ou cumplicidade, não coíbe atos ilícitos. No uso coloquial, pode se referir a alguém que ignora pequenos deslizes alheios para manter a paz ou evitar confrontos.

Primeiro registro

Século XVI

Registros de uso da locução verbal 'deixar passar' em textos literários e administrativos, indicando a permissão de trânsito ou prosseguimento de algo. O sentido de omissão ou tolerância de infração se torna mais explícito em séculos posteriores.

Momentos culturais

Século XX

A expressão 'deixava-passar' é frequentemente utilizada em debates políticos e sociais, especialmente em períodos de escândalos de corrupção ou questionamentos sobre a atuação de órgãos fiscalizadores. Aparece em notícias, artigos de opinião e discursos públicos.

Atualidade

A palavra é recorrente em discussões sobre ética, justiça e responsabilidade social, aparecendo em reportagens investigativas, documentários e obras de ficção que abordam temas de corrupção e impunidade.

Conflitos sociais

Século XX - Atualidade

A expressão 'deixava-passar' está intrinsecamente ligada a conflitos sociais relacionados à impunidade, corrupção e desigualdade. A omissão de autoridades em coibir infrações gera revolta e questionamentos sobre a justiça e a aplicação da lei.

Vida emocional

Século XX - Atualidade

A palavra carrega um peso negativo significativo, associada a sentimentos de indignação, frustração, revolta e desconfiança em relação a instituições e indivíduos que praticam ou toleram a omissão.

Vida digital

Atualidade

A expressão 'deixava-passar' é frequentemente usada em comentários de notícias, redes sociais e fóruns online para criticar a inação de autoridades ou a permissividade diante de atos inadequados. Pode aparecer em memes ou hashtags relacionadas a escândalos e impunidade.

Representações

Século XX - Atualidade

A ideia de 'deixar passar' é um tema recorrente em novelas, filmes e séries que retratam tramas de corrupção, crime organizado e dilemas éticos, onde personagens frequentemente se deparam com a tentação ou a obrigação de ignorar irregularidades.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'to let slide', 'to turn a blind eye', 'to overlook'. Espanhol: 'hacer la vista gorda', 'dejar pasar', 'tolerar'. Francês: 'fer les yeux', 'laisser passer'. Alemão: 'etwas durchgehen lassen'.

Relevância atual

Atualidade

A expressão 'deixava-passar' mantém alta relevância no português brasileiro, sendo um termo chave para descrever e criticar a cultura da impunidade e da conivência que permeia diversos setores da sociedade, desde o âmbito público até as relações interpessoais.

Formação e Composição

Século XVI - Formação a partir da junção do verbo 'deixar' (do latim 'laxare', soltar, afrouxar) com o advérbio/verbo 'passar' (do latim 'passare', caminhar, transpor). A construção 'deixar passar' surge como locução verbal indicando a ação de permitir que algo ou alguém transponha um limite ou prossiga sem impedimento.

Consolidação do Sentido e Uso

Séculos XVII-XIX - A locução verbal 'deixar passar' se consolida com o sentido de não intervir, tolerar, ignorar uma ação, muitas vezes com conotação de permissividade ou negligência. Começa a ser usada em contextos de fiscalização, moral e costumes.

Uso Contemporâneo e Ressignificações

Século XX - Atualidade - A expressão 'deixava-passar' (no pretérito imperfeito do indicativo) é frequentemente utilizada para descrever um padrão de comportamento, uma omissão recorrente que pode ser vista como falha, conivência ou até mesmo estratégia para evitar conflitos ou responsabilidades. Ganha força em contextos de corrupção, impunidade e falhas institucionais, mas também em situações cotidianas de tolerância.

deixava-passar

Composição de 'deixar' (verbo) + 'passar' (verbo).

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