gentios
Significado de gentios
Pessoas não judias; pagãos. Historicamente, refere-se a povos que não pertenciam às tradições judaica ou cristã.
Significados de gentios
substantivo masculino plural
Indivíduos que não pertencem ao povo judeu ou, em contexto cristão, que não são cristãos ou muçulmanos. Frequentemente usado para se referir a povos pagãos na antiguidade.
"Os apóstolos foram enviados para pregar aos gentios."
Formal:
Neutro:
Antônimos:
Nota: Termo com forte conotação histórica e religiosa, especialmente no contexto bíblico e da expansão do cristianismo.
💡 O termo 'gentio' carrega um peso histórico e religioso significativo, sendo crucial entender o contexto em que é empregado para evitar interpretações equivocadas.
Origem da palavra gentios
Linha do tempo de gentios
Uma visão resumida de como esta palavra transita pela História: origem, uso histórico e vida contemporânea.
Origem e Antiguidade Clássica
Origem no latim 'gentilis', que significa 'da mesma raça, clã ou nação'. Inicialmente, referia-se a pessoas que não eram romanas ou judias, mas sim pertencentes a uma 'gens' (família, clã, povo). No contexto judaico, 'goyim' (plural de 'goy') era usado para se referir a nações estrangeiras, muitas vezes com conotação de não-judeu. O termo latino 'gentilis' foi adotado pela Vulgata (tradução da Bíblia para o latim) para traduzir 'goyim', estabelecendo a conexão com 'não-judeu'.
Origem
Do latim 'gentilis', significando 'da mesma raça, clã ou nação'. Originalmente, referia-se a não-romanos ou não-judeus. Na Vulgata, traduziu o hebraico 'goyim' (nações estrangeiras).
Expansão com o Cristianismo e Idade Média
Com a ascensão do Cristianismo, o termo 'gentilis' (e suas derivações) passou a ser amplamente utilizado para designar aqueles que não seguiam a fé cristã, ou seja, pagãos. A distinção entre 'cristão' e 'gentio' tornou-se central na teologia e na sociedade medieval. Em português, a palavra 'gentio' entra no vocabulário com esse sentido de 'não-cristão' ou 'pagão'.
Era Colonial e o Brasil
No contexto da colonização do Brasil, 'gentio' foi o termo predominante utilizado pelos portugueses para se referir aos povos indígenas originários do território. Essa designação, carregada da conotação religiosa anterior, frequentemente desconsiderava a diversidade cultural e as identidades próprias dos povos nativos, agrupando-os sob um rótulo que os definia por sua não-cristandade e, por extensão, por sua 'alteridade' em relação ao colonizador europeu. O termo aparece em crônicas, relatos de viajantes e documentos oficiais da época.
Pessoas não judias; pagãos. Historicamente, refere-se a povos que não pertenciam às tradições judaica ou cristã.